Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Título impossível I

A vida corre-me melhor. Percebi que passava demasiado tempo a queixar-me. De tudo. E mais alguma coisa. E ainda de outra coisa qualquer. Agora apenas me queixo.

Queixo-me mas com uma diferença: falo mas não fico quieto. Está-se mal no trabalho? Muda-se. Muda-se o trabalho, as habilitações, o local... Qualquer coisa: muda-se.

A médio prazo, mudo a sério e faço o meu plano de vida no interior. Hei-de ir lá parar. Mas até lá, não me queixo de Lisboa.

Parece-me que tenho uma paixonite, uma paixopontual, uma paixoparvoíce, uma paixo-qualquer-coisa. Só não digam que estou apaixonado, porque ainda acredito e neste momento apetece-me estar em negação. Estar apaix... qualquer-coisa por uma daquelas raparigas que nunca olhariam para nós, dá nisto. Especialmente quando ela até olha. E presta atenção. Mas não posso escrever sobre isto, porque quero mesmo continuar em negação.

Reencontrei a namorada de quem mais gostei. Adorei vê-la. Só porque ela é boa gente. Não doeu, não fiquei ansioso... Mas fez-me sorrir.

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